Arquivos do Autor:Rodrigo Bazílio

Sobre Rodrigo Bazílio

Apenas um professor de Língua e Literatura do Ensino Médio, com o hábito quase vicioso de aliviar o estresse com jogos eletrônicos.

GURPS Star Wars


Encontrei esta ambientação há alguns anos, mas não me lembro de qual site ou programa de compartilhamento eu baixei. Nunca vi um texto de RPG achado na Internet tão bem escrito e detalhado quanto este.

Está completamente de acordo com as regras da 3ª edição de GURPS, e tem até uma orientação sobre a hierarquia militar da Aliança Rebelde e do Império. Parece que o texto foi editado por um tal de Estevan Rodrigues Vilhena de Alcântara e escrito por João Carlos von Hohendorff, mas não estou certo disso. Quem souber de mais detalhes sobre este suplemento feito por fãs, deixe informações nos comentários. E é só clicar no link  “anexo” abaixo para iniciar sua aventura numa galáxia muito distante…

Gurps – Stars Wars


Melhores mortes de NES


Esta é a vez do velho console de 8 bits da Nintendo mostrar as mortes mais risíveis e estapafúrdias de seus personagens.


A MARQUESA SAIU ÀS CINCO HORAS – Paulo Mendes Campos


“Paul Valéry, com seu horror à vulgaridade literária, dizia-se incapaz de escrever um romance por não possuir a coragem de redigir uma frase como esta: A marquesa saiu às cinco horas.

Pois se dá que neste momento, em crise de frivolidade, fico pensando nas inúmeras maneiras de descrever um episódio tão banal. Tais como:
 

*********
* A marquesa talvez tenha saído às oito horas, talvez um pouco antes, talvez um pouco depois, talvez nem tenha saído. Eu pelo menos nem a vi (Tipo mineiro, à la José Maria de Alkmin)

* Ninguém poderia jurar que a marquesa saiu às cinco horas (Tipo agnóstico)

* Se a marquesa saiu às cinco horas, às cinco horas, logicamente, a marquesa não devia estar em casa. (T. policial carioca)

* Teria realmente a marquesa saído às cinco horas? (Cético) Continuar lendo


Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu

“Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus – enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom.
Não me entenda mal – não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mau me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me recoheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obssessivo do conto de Clarice Lispector – Tentação – na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível.”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa, ele se vai. E nada acontece.”

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia a dia.

Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando pra trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.”

Caio Fernando Abreu


Memorabilia de hoje

Ano passado, nosso bebê ganhou esta versão do Pinote, de seu vovô. Apesar de não poder brincar ainda com o burrinho, por ter peças muito pequenas, fiz questão de mostrar ao neném o que o aguarda. Para quem não conhece, este brinquedinho chama-se Pinote, o burrinho manhoso, o qual fez muito sucesso nas décadas de 70-80. A Estrela foi muito feliz em relançá-lo neste novo milênio. Ótima ocasião para que nossos filhos conheçam os brinquedos que nos divertiram, em nossa distante infância.


Livros em formato ePUB

Para quem gosta de ler em celulares ou tablets, aí vai uma sugestão de um site que disponibiliza centenas de livros em formato ePUB para download:

Livros ePUB

Tem livro pra todos os gostos: Tolkien, André Vianco, Isaac Asimov, Umberto Eco, Flaubert…
Para visualizar os livros, existem vários aplicativos gratuitos no Android Market, como o ePUB Reader ou Aldiko Book Reader.

Boa leitura!


Toques para Celular

Este artigo é para quem está cansado dos sons padronizados que vêm de fábrica nos aparelhos celulares. Para variar um pouco (e divertir-se também), aí vai um link para uma pasta do Skydrive repleta de temas, bgms (background musics) e sons diversos extraídos de jogos como Super Mario, Sonic: the Hedgehog, Pifall!, Alex Kidd in Miracle World, entre outros.

Os sons que podem ser usados como toques estão organizados em subpastas de acordo com as plataformas (Mega Drive, Super Nes, arcade…), e podem ser baixados com um simples clique.

Além do mais, tentarei acrescentar mais sons a cada dia, mantendo a lista de toques sempre atualizada. Se mesmo assim você não encontrar algum toque desejado, deixe aqui seu comentário como pedido. Farei o upload do som requisitado o mais rápido possível.

Então? O que está esperando? Vamos personalizar os toques:

Skydrive – Toques de Celular


Tom Zé e sua exegese de “Atoladinha”


O genial Tom Zé fazendo uma breve análise da canção (?) Atoladinha, que, segundo ele, possui um “metarrefrão microtonal e polissemiótico”


Mussum e Tião Macalé no boteco (Trapalhões)

Quadro épico dos Trapalhões, exibido na década de 70 e reprisado em 80, com Didi (Renato Aragão), Mussum (Antônio Carlos Bernardes Gomes) e o saudoso Tião Macalé.
Nunca será feito humor tão espontâneo como este.
Destaque para Tião Macalé simulando Little Richard, com a canção Jenny Jenny.


O ex-mágico da Taberna Minhota – Murilo Rubião

Inclina, Senhor, o teu ouvido, e ouve-me;
 porque eu sou desvalido e pobre.
(Salmos. LXXXV, I)

Hoje sou funcionário público e este não é o meu desconsolo maior.
Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois desde a meninice acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.
Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.
Um dia dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo. Leia mais…


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