Arquivo do autor:Rodrigo Bazílio

Sobre Rodrigo Bazílio

Apenas um professor de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio, com o hábito quase vicioso de aliviar o estresse com jogos eletrônicos, música, leitura, RPGs e com a arte de pintar miniaturas.

Top TV Especial Ultraman

Este é só para quem tem mais de 30 anos…
No início da década de 1990, a rede Record exibia nas tardes de domingo um programa que abordava nostalgia e a cultura pop dos quadrinhos, séries, desenhos e, principalmente, filmes antigos: o saudoso TOP TV. O programa, apresentado pela bela Fabíola Villanova, era um colírio e a maior diversão para cinéfilos e gibiotas e etc. da época, justamente por oferecer reportagens, notícias e curiosidades sobre personagens famosos e até sobre memorabilia – o que era fabuloso, porque as fontes de informação que tínhamos naqueles tempos (sem internet) eram apenas revistas e algumas esporádicas reportagens em telejornais. Continue lendo


Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Rodrigo Bazílio:

Um artigo de importância universal.

Postado originalmente em Index-a-Dora:

Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos

pelo The Guardian, em 15/10/2013

Neil Gaiman

“Temos a obrigação de imaginar…” Neil Gaiman dá uma palestra anual à Reading Agency sobre o futuro da leitura e das bibliotecas. Fotografia: Robyn Mayes.

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor…

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William Faulkner, The Art of Fiction No. 12 Interviewed by Jean Stein

(julguei importante republicar isso aqui no blog)

William Faulkner was born in 1897 in New Albany, Mississippi, where his father was then working as a conductor on the railroad built by the novelist’s great-grandfather, Colonel William Falkner (without the “u”), author of The White Rose of Memphis. Soon the family moved to Oxford, thirty-five miles away, where young Faulkner, although he was a voracious reader, failed to earn enough credits to be graduated from the local high school. In 1918 he enlisted as a student flyer in the Royal Canadian Air Force. He spent a little more than a year as a special student at the state university, Ole Miss, and later worked as postmaster at the university station until he was fired for reading on the job.

Encouraged by Sherwood Anderson, he wrote Soldier’s Pay (1926). His first widely read book was Sanctuary (1931), a sensational novel which he says that he wrote for money after his previous books—including Mosquitoes (1927), Sartoris (1929), The Sound and the Fury(1929), and As I Lay Dying (1930)—had failed to earn enough royalties to support a family.

A steady succession of novels followed, most of them related to what has come to be called the Yoknapatawpha saga: Light in August (1932), Pylon (1935), Absalom, Absalom! (1936), The Unvanquished (1938), The Wild Palms (1939), The Hamlet (1940), and Go Down, Moses, and Other Stories (1941). Since World War II his principal works have beenIntruder in the Dust (1948), A Fable (1954), and The Town (1957). His Collected Storiesreceived the National Book Award in 1951, as did A Fable in 1955. In 1949 Faulkner was awarded the Nobel Prize for Literature.

Recently, though shy and retiring, Faulkner has traveled widely, lecturing for the United States Information Service. This conversation took place in New York City, early in 1956.

 

INTERVIEWER

Mr. Faulkner, you were saying a while ago that you don’t like interviews.

WILLIAM FAULKNER

The reason I don’t like interviews is that I seem to react violently to personal questions. If the questions are about the work, I try to answer them. When they are about me, I may answer or I may not, but even if I do, if the same question is asked tomorrow, the answer may be different.

INTERVIEWER

How about yourself as a writer? Continue lendo


Aventura para Old Dragon

thiefE para começar 2014 muito bem, a primeira postagem aqui do Alforje será uma aventura preparada especialmente para o RPG OLD DRAGON, da editora Red Box, o sistema old school preferido deste escriba.

Esta aventura, chamada “Batismo de Gatuno”, foi elaborada para apenas dois jogadores: um sendo o Mestre e outro interpretando um Ladrão. Os desafios da aventura servem muito bem para apresentar o Old Dragon para jogadores novatos, assim como para iniciar personagens de 1º nível (da classe Ladrão, no caso).

O arquivo pdf também oferece um apêndice ao final, orientando o Mestre caso queira aumentar a dificuldade da aventura ou narrá-la para um grupo de personagens.

A aventura você baixa aqui:  OLD DRAGON – Batismo de Gatuno


GURPS Phantasy Star

Rodrigo Bazílio:

Republicação de meu outro blog, o Covil GURPS.

Postado originalmente em O Covil GURPS:

pstarart03Após quase uma década de ostracismo a que condenei o rascunho, resolvi tirar da geladeira esta adaptação para GURPS do RPG mais famoso da SEGA: GURPS Phantasy Star!
Para quem não sabe, no fim da década de 1980, a SEGA lançou para o extinto Master System (um console de 8 bits) um jogo do gênero RPG que foi capaz de arrebatar toda uma geração – Phantasy Star. O RPG era uma mistura de fantasia e ficção-científica, com pistolas lasers, espadas de aço e mágicas coexistindo na mesma batalha, contra seres de mitologia grega e outras criaturas produzidas em laboratório. Hoje, existem vários jogos ambientados no mesmo universo, prolongando a saga, apesar de alguns desvios e evoluções do cenário original.

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AniMar Fest Guarujá 2013

Aí estão algumas fotos da edição 2013 do único evento de Anime ocorrido na cidade de Guarujá, na UNAERP:


Ode ao gato – Pablo Neruda

 

Os animais foram imperfeitos,
compridos de rabo, tristes de cabeça.
Pouco a pouco se foram compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana
viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade como ele,
não tem a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só ranhura
para jogara as moedas da noite
Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e
pertence
ao habitante menos misterioso,
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato. 


Para Maria das Graças – Paulo Mendes Campos

Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca. Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?” Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. Continue lendo


Summary Review: Castle of Illusion [remake]

Postado originalmente em Gamer Caduco:

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Olá meus caros, como vão?

Impressionados que consegui postar dois textos tão próximos um do outro em termos de data? Acalmem-se, não vai voltar a ser semanal, embora eu quisesse muito.

Resolvi interromper a sequência de posts que tinha planejado aqui pra colocar uma breve análise sobre um jogo que acabou de sair, o remake de Castle of Illusion. Como é uma análise mais rápida, resolvi inaugurar uma nova sessão aqui no blog, a Summary Review. Neste tipo de análise vou tentar ser mais sucinto e evitar grandes spoilers, já que será uma sessão mais para jogos novos que acabei de jogar. Praticamente um resumo mesmo.

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10 conselhos de Carlos Drummond de Andrade a um escritor iniciante

Postado originalmente em Michel Laub:

Trechos (editados) da crônica A um jovem, publicada em A bolsa e a vida (1962):

1. Não acredite em originalidade, é claro. Mas não vá acreditar tampouco na banalidade, que é a originalidade de todo mundo.

2. Não fique baboso se lhe disserem que seu novo livro é melhor que o anterior. Quer dizer que o anterior não era bom. Mas se disserem que seu livro é pior que o anterior, pode ser que falem verdade.

3. Procure fazer com que seu talento não melindre o de seus companheiros. Todos têm direito à presunção de genialidade exclusiva.

4. Aplique-se a não sofrer com o êxito de seu companheiro, admitindo embora que ele sofra com o de você. Por egoísmo, poupe-se qualquer espécie de sofrimento.

5. Sua vaidade assume formas tão sutis que chega a confundir-se com modéstia. Faça um teste: proceda conscientemente como vaidoso, e verá como se sente…

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Cooltural

Literatura, cinema e afins!

Zuada!

Muito RPG por nada...

palavrasonolenta

Palavras escritas enquanto o sono não vem ou em decorrência dele.

Além dos muros

Escola Benedito Cláudio da Silva por uma aprendizagem inclusiva

Além da Imaginação

Ficção Científica | Fantasia | Role Playing Games

Xanafalgue

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Batman Guide

Guia de leitura para entender o Homem-Morcego!

Mundos Colidem

Um blog sobre RPGs, cinema, quadrinhos, bobagens pessoais e familiares.

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