Arquivos da Categoria: Literatura

Tirinha de hoje

chargedodia07Não se pode ignorar a revolução. Mais tirinhas, aqui: 
http://www.amorimcartoons.com.br


Dicas para uma boa redação

O texto a seguir vem circulando por emails de corrente há mais de dez anos, e, apesar de ser bem caricato e fanfarrão, possui um valor de utilidade pública bem sutil que pode ser de uma inesperada ajuda para todos os praticantes da boa escrita:

1. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme deve ser do conhecimento de V. Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

2. Evite abrev., etc.

3. Anule assonâncias altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia carlos machado, meu professor lá no colégio santa ifigênia, em salvador, bahia.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz. Continuar lendo


Na era digital, qual o papel da escola no século XXI e na formação dos alunos?

“Fazemos parte de uma sociedade conectada, cuja principal característica é a rapidez na comunicação, que por sua vez geram relações jurídicas e consequentemente responsabilidades. Ocorre que, diante da evolução tecnológica, somos ainda da era analógica, ou seja, passamos por um momento de transição, enquanto as crianças e adolescentes já nasceram na era digital.” 

                                                               Cristina Sleiman, do site Direito, Tecnologia e Educação

 

“(…) as tecnologias digitais trazem possibilidades interativas para a educação as quais, aparentemente, ainda não foram, genericamente, incorporadas nas práticas docentes, independentemente à adoção, ou não, dessa nova linguagem. Tais possibilidades interativas podem trazer para a docência novos encaminhamentos quanto ao processo de aquisição do conhecimento pelo aluno.”

                                                               Valéria Roque, colunista do site Webinsider

                                                              

                Com as citações acima, sublocadas de artigos sobre a associação da evolução digital com a função da escola, chama-se a atenção para a problemática evocada em meus anos de discussão  em reuniões pedagógicas: a de que os avanços da tecnologia e a produção de conhecimento caminham numa proporção tal que o papel da escola como “centro do saber” é colocado em xeque. A primeira consequência do processo é a contestação do processo de aprendizagem como único meio possível de adquirir/desenvolver as competências e habilidades definidas como a base do currículo. Discutir acerca desse impacto e de como transformar a educação dentro do contexto é a tônica que deve constar no preparo dos docentes desta geração. Continuar lendo


Plano de Crônica – Storyteller

handbookO texto a seguir foi extraído do livro Storyteller’s Handbook, publicado em 1997 pela White Wolf para orientar e aprofundar melhor os Narradores do rpg Vampiro: A Máscara, segunda edição. A obra continha valiosas informações e esclarecimentos sobre a arte de mestrar/narrar uma crônica de Vampiro, incluindo algumas páginas de teoria da linguagem das Crônicas. É quase desnecessário mencionar que o Storyteller’s Handbook tem um valor perene para qualquer mestre de RPG, posto que as orientações contidas no livro podem ser utilizadas em qualquer sistema de jogo, ou até mesmo para quem deseja escrever um conto ou romance e precisa de um texto que estimule a reflexão sobre a produção criativa.

Tomei a liberdade de realizar uma tradução e uma adaptação livre de suas primeiras páginas, criando um guia em linhas gerais e práticas, na expectativa de auxiliar aqueles que almejam praticar o ato de Narrar uma partida de RPG ou que apenas pretendam discutir concepções teóricas subjacentes ao hobby. Continuar lendo


Inteligência, Sabedoria e Carisma

adedPara aqueles que não são veteranos do RPG, mais precisamente do famigerado sistema D20, cuja elaboração surgiu na década de 1970 com as primeiras edições do antigo Dungeons and Dragons, este artigo pode ser interessante.

Como muitos podem saber, o sistema de jogo que consagrou o D&D e o AD&D é desprovido de regras pormenorizadas que definam a personalidade de um personagem: os recursos que o jogador dispõe para constituir o “perfil psicológico” de seu player character não é definido pelo seu Alinhamento (o qual apenas limita-se à ética e ao moral), e sim apenas esboçado por linhas gerais, escritas pelo próprio jogador, com base em certas características, apresentadas por alguns números. Esses números são aqueles que indicam três de seus atributos: Inteligência, Sabedoria e Carisma. Continuar lendo


Quando a noite chora…

“A vertigem não é o medo de cair, é a voz do vazio embaixo de nós, é a atração pela queda, é a embriaguez causada pela nossa própria fraqueza.” O Andarilho da Noite percorria seus olhos protuberantes pelas nobres páginas de Milan Kundera, guarnecendo seu espírito cinzento para afastar seus demônios durante pelo menos alguns momentos. Esses males inerentes, após seu renascimento para a vida noturna, ao invés de apenas sussurrarem obscenidades em seus cancerosos ouvidos, agora cavavam túneis em direção ao interior de sua alma, adornando-a com nódoas profundas e pesadas. Essas máculas eram como a cruz de um mártir: lembravam-no de seu fadário, pesavam em seus ombros, seduziam-no com o desejoso leito que se encontrava a seus pés e, ao mesmo tempo, incentivavam-no a seguir em frente com a esperança vã de uma dádiva no fim do caminho. É evidente que, para sua raça, carregar a cruz do martírio era uma sina eterna; ao contrário dos mortais, que sentiam o peso nas costas durante apenas alguns anos de suas vidas e recebiam, na conclusão de seu sacrifício, o alívio da crucificação e a remissão de seus pecados. Para os Amaldiçoados, entretanto, isso era intocável. Não, nada de final feliz. Um fim misericordioso para algum de seus Irmãos significava uma tentativa de se bronzear, ou ser empalado por uma estaca e jogado numa fogueira, como na época da Inquisição. Mas poucos tinham coragem para tanto.
E o Andarilho da Noite não era um deles. Continuar lendo


Mundos da Federação (pdf)

Jornada nas Estrelas - Mundos da Federação-CAPA_PhotoReduktoEste artigo é para os veteranos de Jornada nas Estrelas.

Por volta da metade dos anos 1990, a editora ALEPH publicara uma série de livros da coleção Star Trek, em especial uma boa quantidade de romances oficiais narrados em meio aos cenários da Série Clássica (aquela com Spock), a Nova Geração e até a série Deep Space 9. Quem se lembra daquela época pode relatar com nostalgia a ansiedade em aguardar os lançamentos da editora, que agradou uma geração de fãs leitores das publicações. Continuar lendo


O espelho – Machado de Assis

O espelho - Esboço de uma nova teoria da alma humana

 Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Entre a cidade, com as suas agitações e aventuras, e o céu, em que as estrelas pestanejavam, através de uma atmosfera límpida e sossegada, estavam os nossos quatro ou cinco investigadores de coisas metafísicas, resolvendo amigavelmente os mais árduos problemas do universo.

Por que quatro ou cinco? Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinqüenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna. Como desse esta mesma resposta naquela noite, contestou-lha um dos presentes, e desafiou-o a demonstrar o que dizia, se era capaz. Jacobina (assim se chamava ele) refletiu um instante, e respondeu: Continuar lendo


Circuito Fechado (1) – Ricardo Ramos

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

Ricardo Ramos, 1978.


Grandes Batalhas

"Nenhum soldado ganha a guerra dando a vida pelo seu país, e sim fazendo com o inimigo dê a vida pelo seu" ( George Smith Patton)

Eu, Gordinha

Uma Beleza além do Peso

Traz do Armário

A verdade nua e frita.

Mariel Fernandes

Comunicação Criativa

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Porque esperar pelo G.R.R Martin não dá

Mundo Bignada

Mundo Bignada, o novo mundo surgindo diante de você do nada. Mundo Bignada (MBN), onde nada é um novo mundo de possibilidades

A arte de viver, pela fantasia.

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