Arquivo do autor:Rodrigo Bazílio

Sobre Rodrigo Bazílio

Apenas um professor de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio, com o hábito quase vicioso de aliviar o estresse com jogos eletrônicos, música, leitura, RPGs e com a arte de pintar miniaturas.

Pintando Miniaturas IV (especial)

Sei que ando bem negligente quanto ao conteúdo deste blog. Não sou do tipo de dar desculpinhas. Vamos compensar a lacuna produtiva com um artigo de grosso calibre… com vocês, mais um capítulo da série mais artística (dentro dos limites leigos) do Alforje!

Passei os anos de 2013-2014 pintando diversas figuras. No princípio da empreitada, minha ideia era escrever artigos mostrando a evolução de minhas técnicas a cada 3 ou 4 minis pintadas, com isso evitando que o texto ganhasse uma carga pesada de fotos mal tiradas (não tenho uma câmera muito boa para macros). No entanto, com o passar do ano, as coisas vão se acumulando, às vezes a preguiça impera também, e tudo ficou atrasado. Então, resolvi tentar mostrar tudo o que fiz até agora, de uma vez. Vejamos no que dá.

REAPER BONES

Esta série de minis que é, de longe, a minha preferida, está cada vez mais ocupando espaço em minhas caixinhas de plástico organizadoras. Quem conhece a Reaper, sabe da qualidade de suas miniaturas, e não tem do que reclamar sobre a linha de plástico chamada Reaper Bones. Aqui no Brasil é complicado encontrar quem venda as minis da coleção, existem poucos vendedores no Mercado Livre e apenas uma loja, a Rocky Raccoon, oferece algumas. O jeito é importá-las mesmo, e fazer muitas preces para que nossos fiscais alfandegários agilizem o serviço (e não cobrem taxas). Costumo importar do Miniature Market, do Atomic Empire e da Paizo. Se você quiser tentar, prepare o bolso, pois apesar das minis serem baratas, o frete acaba pesando um pouquinho. Fica mais caro ainda se quiser comprar do site da própria Reaper Continue lendo


Masmorras Aleatórias (Tormenta RPG, Old Dragon, 3D&T, Savage Worlds, GURPS etc)

gridmapaPara iniciar as postagens de 2015 aqui no Alforje, uma vez mais devo contribuir para a diversão do público jogador de RPG brasileiro. Acabo de traduzir e adaptar (na maior cara de pau) uma aventura da Expeditious Retreat Press, Unbound Adventures. O módulo foi elaborado, originalmente, para o sistema D20 3.5, pelo autor Peter Franke. O texto só pode ser encontrado na versão PDF em diversos sites, a preço bem camarada (cerca de 6 dólares na Paizo.com), e possui uma das ideias mais geniais e proveitosas do ramo: a aventura oferece a possibilidade de se jogar com qualquer classe ou tipo de personagem, em qualquer nível de experiência, sem a necessidade de um mestre/narrador.

Aí você me questiona, nobre leitor: “é mais uma aventura-solo, então?”

Parafraseando Thor, o deus do Trovão: “Digo-te não, mortal!” Continue lendo


Memorabilia de hoje

DSC03487Hoje, após muito tempo, resolvo refrescar este blog descartável.
A Memorabilia de Hoje apresenta um conjunto de miniaturas que só os veteranos hão de reconhecer: as minis que vieram no primeiro pacote da versão de AD&D para iniciantes, a velha FIRST QUEST, publicada pela editora Abril em meados de 1995. Essas miniaturas estavam relegadas ao ostracismo, numa caixa antiga escondida na casa de meus pais. Em certo dia de faxina, eis a redescoberta. Nem preciso dizer quão feliz estou, sim?
Agora, cá entre nós: pintar ou não pintar, eis a questão!

 


Soberania – Manoel de Barros

Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado e disse que eu tivera um vareio da imaginação.
Mas que esses vareios acabariam com os estudos. E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio. E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria das idéias e da razão pura. Especulei filósofos e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande saber. Achei que os eruditos nas suas altas abstrações se esqueciam das coisas simples da terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo — o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase:
A imaginação é mais importante do que o saber.
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu olho começou a ver de novo as pobres coisas do chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas. E vi que o homem não tem soberania nem pra ser um bentevi.

Texto extraído do livro (caixinha) “Memórias Inventadas – A Terceira Infância”, Editora Planeta – São Paulo, 2008, tomo X, com iluminuras de Martha Barros.

Fonte: http://www.releituras.com/manoeldebarros_menu.asp


Top TV Especial Ultraman

Este é só para quem tem mais de 30 anos…
No início da década de 1990, a rede Record exibia nas tardes de domingo um programa que abordava nostalgia e a cultura pop dos quadrinhos, séries, desenhos e, principalmente, filmes antigos: o saudoso TOP TV. O programa, apresentado pela bela Fabíola Villanova, era um colírio e a maior diversão para cinéfilos e gibiotas e etc. da época, justamente por oferecer reportagens, notícias e curiosidades sobre personagens famosos e até sobre memorabilia – o que era fabuloso, porque as fontes de informação que tínhamos naqueles tempos (sem internet) eram apenas revistas e algumas esporádicas reportagens em telejornais. Continue lendo


Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Rodrigo Bazílio:

Um artigo de importância universal.

Publicado originalmente em Index-a-Dora:

Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos

pelo The Guardian, em 15/10/2013

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras…

Ver original 3.620 mais palavras


William Faulkner, The Art of Fiction No. 12 Interviewed by Jean Stein

(julguei importante republicar isso aqui no blog)

William Faulkner was born in 1897 in New Albany, Mississippi, where his father was then working as a conductor on the railroad built by the novelist’s great-grandfather, Colonel William Falkner (without the “u”), author of The White Rose of Memphis. Soon the family moved to Oxford, thirty-five miles away, where young Faulkner, although he was a voracious reader, failed to earn enough credits to be graduated from the local high school. In 1918 he enlisted as a student flyer in the Royal Canadian Air Force. He spent a little more than a year as a special student at the state university, Ole Miss, and later worked as postmaster at the university station until he was fired for reading on the job.

Encouraged by Sherwood Anderson, he wrote Soldier’s Pay (1926). His first widely read book was Sanctuary (1931), a sensational novel which he says that he wrote for money after his previous books—including Mosquitoes (1927), Sartoris (1929), The Sound and the Fury(1929), and As I Lay Dying (1930)—had failed to earn enough royalties to support a family.

A steady succession of novels followed, most of them related to what has come to be called the Yoknapatawpha saga: Light in August (1932), Pylon (1935), Absalom, Absalom! (1936), The Unvanquished (1938), The Wild Palms (1939), The Hamlet (1940), and Go Down, Moses, and Other Stories (1941). Since World War II his principal works have beenIntruder in the Dust (1948), A Fable (1954), and The Town (1957). His Collected Storiesreceived the National Book Award in 1951, as did A Fable in 1955. In 1949 Faulkner was awarded the Nobel Prize for Literature.

Recently, though shy and retiring, Faulkner has traveled widely, lecturing for the United States Information Service. This conversation took place in New York City, early in 1956.

 

INTERVIEWER

Mr. Faulkner, you were saying a while ago that you don’t like interviews.

WILLIAM FAULKNER

The reason I don’t like interviews is that I seem to react violently to personal questions. If the questions are about the work, I try to answer them. When they are about me, I may answer or I may not, but even if I do, if the same question is asked tomorrow, the answer may be different.

INTERVIEWER

How about yourself as a writer? Continue lendo


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