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Os melhores RPGs de mesa de todos os tempos

Fonte: Os melhores RPGs de mesa de todos os tempos


A Maldição de Deckium

(Observação: eu escrevi este “conto” por ocasião do final trágico de uma aventura que conduzi para um amigo que queria aprender a jogar RPG. Isso foi em 2012, o sistema foi o Dungeoneer – do Aventuras Fantásticas – e a aventura que escolhi foi “O Feiticeiro da Montanha de Fogo”, famoso livro-jogo que usei como base. Meu amigo fez um guerreiro típico das histórias de fantasia medieval, chamado Deckium, e até que se saiu bem enquanto explorava a masmorra de Zagor, o proprietário do lugar. Porém, Deckium foi derrotado pelo penúltimo oponente – o dragão de estimação do mago. A título de vingança pela audácia de invadir a masmorra, e com a intenção de eternizar o sofrimento do guerreiro, Zagor usou um poderoso feitiço e transformou Deckium em um esqueleto mantendo a mente que tinha em vida mas submisso às suas ordens, situação que quis narrar de forma um tanto mais elaborada via Skype, para meu amigo, depois que chegou em casa com a sensação de que sua primeira aventura havia acabado. O resultado foi uma homenagem a um cavaleiro do antigo desenho Caverna do Dragão – episódio 9, “A procura do Esqueleto Guerreiro”)

Deckium sente-se estranho – uma luz, em meio à uma treva profunda, o conclama para seguir. Uma luz afetuosa, quase familiar, prometendo um repouso infinito. Deckium tenta avançar em direção ao brilho, mas suas pernas não se movem. Seu corpo o trai, letárgico, recusando-se a obedecer.

É como um sonho louco – sente-se lúcido demais, porém ainda sonhando, dormindo, deitado sobre algo frio… como uma lápide. A Luz se afasta. Deckium tenta pegá-la com as mãos, mas isso só faz com que a luminosidade recue.

Tudo é treva. Uma treva intangível, entretanto, pesada como uma mortalha.

A treva começa a se dissipar, dando lugar a uma cortina escarlate que cobre-lhe a visão onírica. A cortina rubra começa a se abrir horizontalmente, revelando uma parca iluminação, quase que engolida por outra treva – a treva de uma caverna! Continue lendo


Guia: Como Começar a Jogar RPG?

É sempre bom (re)iniciar essa conversa… pois é comum, ainda hoje, alguém me perguntar como se joga RPG. Eu até escreveria um artigo “tutorial”, mas como muitos já fizeram isso antes de mim, vou apenas reblogar a iniciativa de alguns colegas. Confira!

Epic Kingdom RPG - Dungeons & Dragons

Guia: Como Começar a Jogar RPG? Saudações! Se você sempre sempre quis saber como começar a jogar RPG de mesa, mas ninguém nunca parou para te ensinar, este post-guia é para você! _______________________________________________________________________        books_icon

1. Resumidamente, o que é RPG?        

2. Como aprender e começar a jogar RPG?           

2.1 O que eu devo fazer? Que livros devo ler?           

2.2 Onde eu encontro livros e dados para comprar?           

2.3 E os mapas e as miniaturas?         

3. Eu não tenho com quem jogar RPG, e agora? _______________________________________________________________________

1. Bom, primeiro você precisa saber o que é RPG, certo? Então vamos lá! Resumidamente, RPG é a sigla para Role Playing Game (ou Jogo de Interpretação de Papéis), uma mistura de teatro com jogo de tabuleiro onde os participantes irão contar histórias colaborativamente. Para jogar, reúna seus amigos; vocês precisarão dos livros de regras, dados multifacetados e muita imaginação. Uma das pessoas será…

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VENHA VER O PÔR-DO-SOL – Lygia Fagundes Telles

ELA SUBIU sem pressa a tortuosa ladeira. À medida que avançava, as casas iam rareando, modestas casas espalhadas sem simetria e ilhadas em terrenos baldios. No meio da rua sem calçamento, coberta aqui e ali por um mato rasteiro, algumas crianças brincavam de roda. A débil cantiga infantil era a única nota viva na quietude da tarde.

Ele a esperava encostado a uma árvore. Esguio e magro, metido num largo blusão azul-marinho, cabelos crescidos e desalinhados, tinham um jeito jovial de estudante.

– Minha querida Raquel.

Ela encarou-o, séria. E olhou para os próprios sapatos.

– Vejam que lama. Só mesmo você inventaria um encontro num lugar destes. Que idéia, Ricardo, que idéia! Tive que descer do taxi lá longe, jamais ele chegaria aqui em cima.

Ele sorriu entre malicioso e ingênuo.

– Jamais, não é? Pensei que viesse vestida esportivamente e agora me aparece nessa elegância…Quando você andava comigo, usava uns sapatões de sete-léguas, lembra?

– Foi para falar sobre isso que você me fez subir até aqui? – perguntou ela, guardando as luvas na bolsa. Tirou um cigarro. – Hem?!

– Ah, Raquel… – e ele tomou-a pelo braço rindo.

– Você está uma coisa de linda. E fuma agora uns cigarrinhos pilantras, azul e dourado…Juro que eu tinha que ver uma vez toda essa beleza, sentir esse perfume. Então fiz mal?

– Podia ter escolhido um outro lugar, não? – Abrandara a voz – E que é isso aí? Um cemitério? Continue lendo


Soberania – Manoel de Barros

Naquele dia, no meio do jantar, eu contei que tentara pegar na bunda do vento — mas o rabo do vento escorregava muito e eu não consegui pegar. Eu teria sete anos. A mãe fez um sorriso carinhoso para mim e não disse nada. Meus irmãos deram gaitadas me gozando. O pai ficou preocupado e disse que eu tivera um vareio da imaginação.
Mas que esses vareios acabariam com os estudos. E me mandou estudar em livros. Eu vim. E logo li alguns tomos havidos na biblioteca do Colégio. E dei de estudar pra frente. Aprendi a teoria das idéias e da razão pura. Especulei filósofos e até cheguei aos eruditos. Aos homens de grande saber. Achei que os eruditos nas suas altas abstrações se esqueciam das coisas simples da terra. Foi aí que encontrei Einstein (ele mesmo — o Alberto Einstein). Que me ensinou esta frase:
A imaginação é mais importante do que o saber.
Fiquei alcandorado! E fiz uma brincadeira. Botei um pouco de inocência na erudição. Deu certo. Meu olho começou a ver de novo as pobres coisas do chão mijadas de orvalho. E vi as borboletas. E meditei sobre as borboletas. Vi que elas dominam o mais leve sem precisar de ter motor nenhum no corpo. (Essa engenharia de Deus!) E vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas. E vi que o homem não tem soberania nem pra ser um bentevi.

Texto extraído do livro (caixinha) “Memórias Inventadas – A Terceira Infância”, Editora Planeta – São Paulo, 2008, tomo X, com iluminuras de Martha Barros.

Fonte: http://www.releituras.com/manoeldebarros_menu.asp


Top TV Especial Ultraman

Este é só para quem tem mais de 30 anos…
No início da década de 1990, a rede Record exibia nas tardes de domingo um programa que abordava nostalgia e a cultura pop dos quadrinhos, séries, desenhos e, principalmente, filmes antigos: o saudoso TOP TV. O programa, apresentado pela bela Fabíola Villanova, era um colírio e a maior diversão para cinéfilos e gibiotas e etc. da época, justamente por oferecer reportagens, notícias e curiosidades sobre personagens famosos e até sobre memorabilia – o que era fabuloso, porque as fontes de informação que tínhamos naqueles tempos (sem internet) eram apenas revistas e algumas esporádicas reportagens em telejornais. Continue lendo


Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Um artigo de importância universal.

Index-a-Dora

Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos

pelo The Guardian, em 15/10/2013

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras…

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